Dica de Filme! Já nas Locadoras!

"NÃO ACREDITE EM NADA QUE SEU PROFESSOR DIZ! QUESTIONE TUDO!


HANS-JOAQUIM KOELLREUTTER




Suite Brasileira para Violoncelo e Piano (Mehmari)

Suite Brasileira para Violoncelo e Piano (Mehmari)
NOVIDADE: https://www.youtube.com/watch?v=NymoG_qNyLY

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sessão Espetacular - Young Cats

Seriedade enquanto jovem.............e sobretudo - música!

O caminho está lançado!

E ter um ouvido bom e apurado para tocar! HUm, isto é fundamental. Sentido de grupo e ouvir o outro!

Confiram estes jovens:

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Conversa Afinada - Samuel Chacon

Super afinados e de volta. Desta vez temos o prazer de conversar com o jovem músico e baixista, Samuel Chacon. 
Músico raro, estudioso e um apurado ouvinte, Samuel nos brinda com caminhos para um bom desenvolvimento da escuta musical e da interpretação. 

Fico muito contente de trazer pessoas que estão preocupadas com a evolução do aprendizado e sobretudo, preservam e contribuem para a música de qualidade.

Confiram cada detalhe abaixo de nossa conversa e tenho certeza que vocês terão grandes momentos e aprenderão muito.




Satie - Samuel, você poderia contar-nos como se deu seu primeiro contato com a música? Que horas decidiu ser músico?

Samuel - Antes de tudo, gostaria de agradecer pela oportunidade. Eu estudei com o Edgard em 2007 quando me preparava para o vestibular. E foi então que eu comecei a ver tudo de maneira diferente.
Eu “decidi” ser músico logo antes de entrar no ensino médio, mas penso que a escolha a ser feita não é essa. A decisão a ser feita é a de viver com a música. E eu escolhi que esse seria o meu trabalho. Pra mim, ser músico é algo tão maior que tocar (ou compor, etc.) que é difícil saber exatamente quando entendemos e aceitamos essa situação.
Meu primeiro contato com a música (ou melhor, com um instrumento) foi ao aprender violão com um músico chamado Thiago Gaiga, de Poços de Caldas. Lembro-me que ele estava me ensinando a tocar algumas músicas do Metallica e de como eu fiquei impressionado em como ele conseguia ouvir a música e tocá-la. Eu não conseguia entender como alguém poderia ouvir e tocar, sem estudar ou ler.

Satie -  Você formou recentemente na conceituada UNICAMP. Como anda o curso de Música Popular por lá? O que mudou na sua visão musical?

Samuel - Esse é um assunto bem complicado. Haha.
O curso da Unicamp tem muitas coisas boas, mas tem alguns problemas também. Infelizmente, a instituição tem muito sucateamento e esbarra por diversas vezes em burocracias desnecessárias que impedem o bom funcionamento da mesma. Tive professores muito bons, de renome nacional e internacional, mas que muitas vezes não priorizavam o ensino, ficando muito tempo fora em turnês e sem repor as aulas. Ou que simplesmente faltavam ou deixavam a desejar em outros tópicos. Havia também a falta de estrutura física e de equipamentos para o funcionamento de algumas disciplinas.
Mas é claro que não eram todos os professores e funcionários. Tive ótimos professores que se aplicavam e dedicavam às disciplinas e demonstravam respeito e apreço pela função de educador.
Mas mesmo com todos esses problemas (que, diga-se de passagem, a maior parte das escolas, universidades e instituições com ensino de música têm) eu adorei o tempo que passei na Unicamp. Tive MUITO contato com músicos bons e criativos. O ambiente é o que eu mais sinto falta. Um lugar fértil para ideias e iniciativas, discussões e grupos de estudo. Repleto de cultura por todos os lados e opções para desfrutar uma boa música, teatro, cinema ou coisas assim. Esse convívio mudou muito a minha visão musical. Eu passei a me preocupar mais com musicalidade do que com qualquer outra coisa. As notas não são importantes. A maior parte delas só faz sentido dentro do discurso e do gesto musical. A intenção com que se faz algo é muito mais interessante do que a teoria.

Satie -  Contra-baixo acústico ou elétrico? Qual deles te arremata hoje? Quais são os nomes do baixo em maior destaque atualmente para você?

Samuel - Essa é fácil. Baixo Elétrico!haha
Eu adoro o timbre do acústico, mas fui criado no elétrico. Se eu ainda puder ser mais específico, prefiro o fretless (que é um baixo sem os trastes). Adoro o timbre roncado dele.
Recentemente tive a felicidade de assistir alguns dos grandes nomes do instrumento em dois festivais (Rio das Ostras Jazz e Blues – RJ; BMW Jazz Festival – Sp) e todos eles me impressionaram muito:
No festival de Rio das Ostras eu assisti os baixistas Victor Wooten
e Steve Bailey;


Arthur Maia com participação do PIPOQUINHA (por favor, se vocês não souberem, procurem saber quem ele é)
 e o Stanley Clarke.

E em São Paulo, eu assisti o show da Esperanza Spalding, do cd Radio Society.

 Esse show foi o que eu mais me impressionei na vida. De verdade!
Foi um show extremamente musical. Eu nunca havia visto nada igual. Não foi um show convencional de Jazz com temas e improvisos. Além de tocar e cantar muitíssimo bem, ela compõe muito bem. Letras muito boas, melodias e quase todo o discurso do show é musical.
Mas seguindo adiante, citarei alguns nomes que são importantíssimos e recomendo muito:
Adriano Giffoni, Avishai Cohen, Collin Edwin, Garry Willis, Marcus Miller, Richard Bona, Sean Malone, Thiago Espírito Santo, Zuzo Moussawer, entre outros tantos.
E claro, existem aqueles que serão referências sempre: Nico Assunção, Jaco Pastorius e James Jamerson.

Satie -  Você saberia escolher três álbuns que foram fundamentais em sua vida?

                Samuel - Eu diria que é difícil escolher, mas vamos lá:

                                           Zuzo Moussawer – Express


A indicação foi do meu primeiro professor de baixo, o Dinho. Fiquei perplexo com a quantidade de sons que esse cara faz no baixo, diversas técnicas misturadas e até sobrepostas de um jeito absurdo e com uma sonoridade única. Tive muita vontade de aprender a tocar assim e conseguir fazer todos aqueles sons.


                      Dream Theater – Scenes From a Memory
Foi o primeiro disco de metal progressivo que eu ouvi e claro, fique impressionado com as técnicas dos músicos, mas acima de tudo porque gostei (e muito) de álbuns com concepção. Isso é algo que me encantou, a forma como o CD parece ter sido composto baseado na música Metropolis Pt. 1. Todo derivado e desdobrado das ideias de uma música só.


                                                                    Pat Metheny Group – This Way Up
Seguindo essa ideia de derivação e desdobramentos, esse disco me impressionou muito e acho que ele complementou a ideia do CD anterior. Adorei como ele foi composto e construído.O jeito como as melodias dançam e voltam e mudam e são as mesmas. A interpretação, improvisos e timbres não precisam nem que eu fale algo. Está tudo lá. Foi esse disco que eu ouvi e pensei: “Quero fazer algo assim!”.


                               Victor Wooten e Steve Bailey – Bass Extremes
Esse disco foi muito importante pra mim porque foi ele quem me iniciou na vida do baixo fretless. Ao ouvir e me impressionar com a qualidade dos músicos e das músicas, bem como ter a transcrição de todas as músicas, me fez querer muito estudar e analisar cada trecho. Junto com o baixista Robson Baroli, a quem conheci na Unicamp, começamos o projeto BaroliChacon para estudar esses sons juntos. Foi então que eu aprendi diversas técnicas e aprimorei outras no fretless.


Eu disse que seria difícil escolher apenas três.

Satie - Sei que você viajou bastante e ainda continua tocando por aí e assim passa por vários estilos musicais. Tem algum estilo que mais goste de tocar ou se sinta totalmente realizado?

               Samuel - Essa pergunta é mais difícil ainda. Eu gostei muito de todas as bandas que eu toquei, mas não todos os estilos. Tem alguns que eu simplesmente não me identifico assim, como o blues. Gosto muito de ouvir, mas na hora de tocar é outra coisa. Totalmente realizado é mais complicado ainda. Nós temos sempre que expressar o que queremos com a música, mas é difícil falar de tudo de uma só vez, sabe? Às vezes, é bom gritar, tocar alto e rápido, mas tem horas que prefiro tocar uma música lenta e melancólica, com muitas notas longas, baixo bem grave e com timbre aveludado. Geralmente eu gosto mais de tocar certas músicas, que certos estilos. Uma coisa é certa, eu sempre gosto de tocar compassos tortos, principalmente quando ainda há polirritmia envolvida. hahaha

Satie - Na formação de músico popular é imprescindível um ouvido mega bom. Que dicas você daria para os alunos treinarem e conquistarem uma melhor compreensão desta habilidade?

                Samuel - Agora chegamos ao ponto chave. O mais importante de tudo!
  .A primeira coisa que eu posso falar é pra confiar no seu ouvido. Não tenha medo de tentar tirar uma música, transcrever um solo ou tentar compor. Mesmo que você não tenha uma base teórica ou técnica, você tem ouvido e isso nos basta para começar. Sou contra usar afinador sem ao menos tentar afinar no ouvido antes. Infelizmente, já era tarde quando eu aprendi esse tipo de coisa, por isso usei editor de tablaturas para tirar músicas durante uns quatro anos. Demorei a começar a tirar músicas de ouvido, mas quando eu comecei não quis parar nunca mais.
                Hoje em dia, eu treino de uma forma muito interessante. Eu transcrevo músicas sem instrumento na mão. Essa necessidade veio das viagens e da otimização do tempo para tirar as músicas. Eu ia ouvindo os repertórios do show durante toda a viagem para, no mínimo, decorar as formas e já ir pegando um ou outro riff, groove ou parte da harmonia mesmo.
O primeiro,e mais importante, passo é ouvir muito.
Outro passo interessante para estudar percepção é tocar e cantar intervalos. Primeiro eu toco e depois eu canto (sempre de forma diatônica e depois livremente). Em seguida eu faço tudo junto (cantar e tocar). Ao final, eu começo a cantar o intervalo antes de tocar e toco somente para corrigir a afinação. Com o tempo, você consegue parar de tocar o violão para conferir todas as notas.
Com o tempo, conseguimos acostumar com os sons dos intervalos e das referências de grau, por exemplo, mesmo que você não saiba o tom da música, você memoriza (pelo som) os graus daquela música (I-VIm-IIm-V7-I). Isso facilita muito nosso trabalho na hora de transpor e de recordar e de entender as funções de cada acorde.
Seja como for, inventando seus métodos, usando os de outras pessoas, NUNCA deixe de acreditar e confiar no seu ouvido. E de usá-lo, claro!

Satie - Samuel, o que é música?

        Samuel - Essa pra mim é uma resposta muito mais simples e direta do que muitos pensam:


                Música, pra mim, é tudo.

..............
Agradeço imensamente ao Samuel Chacon por esta entrevista super construtiva e definitivamente, mais uma grande aula de música. 

Pessoal, não deixem de anotar os nomes e referências que nosso amigo Samuel deixou, e pesquisem pra valer.

Aí vai um pouco da música de Samuel Chacon

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Tocando com quatro acordes - Axis of Awesome...

Este vídeo é muito interessante.. e super criativo... Vejam que  determinadas músicas do unvierso "pop" foram compostas em cima de quatro acordes....e tudo começa com os acordes de uma música da banda americana - Journey - Don't Stop Believin - ....(o vídeo mesmo com uma grande caída na comédia.... é válido....)


Vamos experimentar - Observem a estrutura dos acordes - I - V - VIm - IV - 

Ex em Dó:  C - G - Am - F  ou  em Mi:  E - B - C#m - A(tom original do vídeo.).

Fiquem de olho no andamento e toquem!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Imagem Musical - Os violões de Minas

No  último encontro da Imagem Musical fomos pesquisar um pouco sobre este instrumento tão íntimo que é o violão. Apresentamos história, conceitos e principalmente os grandes intérpretes e obras deste instrumento.

Propús para os alunos dar continuidade à pesquisa e assim recebo do nosso aluno e amigo James Roberto este grande documentário da história do violão em Minas Gerais. E assim compartilho com todos vocês.

Continue pesquisando James........e obrigado!

Apreciem sem moderação!


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Parede Falante - Manoel de Barros

... o mais belo das palavras........altar da morada infinita!

Difícil fotografar o silêncio
(Manoel de Barros)

Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada, a minha aldeia estava morta.
Não se via ou ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas. Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã. Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado. Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.

Preparei minha máquina de novo.

Tinha um 
perfume de jasmim no beiral do sobrado.

Fotografei o perfume. Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo. Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa. Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre. Por fim eu enxerguei a nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakoviski -- seu criador.
Fotografei a nuvem de calça e o poeta. Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sessão Espetacular - Írio Júnior

Um dos músicos mais talentosos da atualidade é o nosso destaque desta "sessão...". Compositor e grande improvisador, Írio Júnior consegue hoje ter uma linguagem própria de alta qualidade. Músico de formação erudita, que passou por todos os estilos musicais, tocando em bailes e experimentando todas as fronteiras do jazz, temos aqui um grande pianista com uma técnica e criatividade fora do comum. Integra atualmente o grupo do também grande músico Nenê. Aprendam e desfrutem de três grandes momentos deste gigante da música e depois vasculhem seu universo sonoro pela internet. Surpreendente!