Neste janeiro acontece em Poços de Caldas o tão esperado Festival Música nas Montanhas em sua décima quinta edição.
Para quem ainda não conhece, o festival oferece cursos na maioria dos instrumentos de orquestra e concertos diários em teatros, museus, igrejas e outras localidades. Também oferece 2 bolsas de estudo para os melhores alunos do festival em Paris. Vocês podem conferir a programação logo abaixo.
http://www.festivalmusicanasmontanhas.com.br/fmm2014/Programacao.html
É uma oportunidade única para participar do evento "Música de alta qualidade". Aproveitar para assistir excelentes apresentações e aprender muito na troca com outros alunos e principalmente com os professores que ministram os cursos. É imperdível.
Espero que vocês pensem muito a respeito, sobre a importância de participar de um evento deste nível, pois a realidade e rotina em nossas escolas acaba deixando-nos distante da verdadeira fonte da Arte.
No Brasil, temos festivais durante todo o ano em diferentes cidades. É aqui que a música acontece em sua excelência. Procurem se informar sobre todos eles e tentem pelo menos uma vez por ano participar de algum deles.
O Festival Música nas Montanhas começa hoje, dia 05 e termina dia 18. Concertos inesquecíveis te esperam e muita música por toda a cidade.
Participe!
domingo, 5 de janeiro de 2014
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Feliz Natal com arte e música!
Desejamos a todos, as luzes encantadas desta data. Muita arte e vida e como presente nos Gadgets ao lado alguns links interessantes para comemorar este natal:
- A maior celebração da arte musical sem dúvida é a Missa em Si menor de Bach. Não exitem em ouví-la na íntegra. É obra monumental de um conteúdo imenso. Atravessa a alma e e nos deixa maiores e melhores como ser-humano.
- O Messias de Handel é uma Música também iluminada. De uma beleza sem limites.
Separei versões de alta qualidade de interpretação. Grupos sérios que elevam mais ainda a beleza da obra composta.
E também trago uma curiosidade natalina.
Em 1996 o grupo norte-amerciano de rock "Savatage" juntamente com o Produtor Paul O Neil tiveram uma ideia interessante. Juntaram orquestra, coro, solistas e o próprio grupo citado, para tocar clássicos de natal numa versão moderna. O resultado foi o projeto "Tran-siberian Orchestra" que trouxe um frescor fascinante para as conhecidas canções natalinas. No repertório também tocaram obras de Mozart, Vivaldi, Pachelbel e músicas autorais. O sucesso foi estrondoso. Fizeram temporadas na Broadway, gravaram vários discos e hoje percorrem EUA e Europa levando diferentes espetáculos com toda a magia do espírito natalino.
Deixo aqui dois dvds com toda a magia do Tran-siberian Orchestra.
Feliz Natal a todos!
- A maior celebração da arte musical sem dúvida é a Missa em Si menor de Bach. Não exitem em ouví-la na íntegra. É obra monumental de um conteúdo imenso. Atravessa a alma e e nos deixa maiores e melhores como ser-humano.
- O Messias de Handel é uma Música também iluminada. De uma beleza sem limites.
Separei versões de alta qualidade de interpretação. Grupos sérios que elevam mais ainda a beleza da obra composta.
E também trago uma curiosidade natalina.
Em 1996 o grupo norte-amerciano de rock "Savatage" juntamente com o Produtor Paul O Neil tiveram uma ideia interessante. Juntaram orquestra, coro, solistas e o próprio grupo citado, para tocar clássicos de natal numa versão moderna. O resultado foi o projeto "Tran-siberian Orchestra" que trouxe um frescor fascinante para as conhecidas canções natalinas. No repertório também tocaram obras de Mozart, Vivaldi, Pachelbel e músicas autorais. O sucesso foi estrondoso. Fizeram temporadas na Broadway, gravaram vários discos e hoje percorrem EUA e Europa levando diferentes espetáculos com toda a magia do espírito natalino.
Deixo aqui dois dvds com toda a magia do Tran-siberian Orchestra.
Feliz Natal a todos!
Tran-siberian Orchestra The Ghosts Of Christmas Eve
Trans-Siberian Orchestra 12-02-12 Las Vegas NV Complete
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Florestas e madeiras em Bach!
A criatividade é algo notável e a cada dia o homem tenta inovar e se superar tanto na vida como na arte e também nos comerciais de venda de produto.
Aqui temos um exemplo curioso para a venda de um modelo de celular de madeira e sim uma floresta toda em caminhos de madeira ressoando "Jesus Alegria dos Homens" de J.S. Bach.
Para uns um belo celular, para outros a imortalidade de uma música sem fronteiras.
Apreciem!
Aqui temos um exemplo curioso para a venda de um modelo de celular de madeira e sim uma floresta toda em caminhos de madeira ressoando "Jesus Alegria dos Homens" de J.S. Bach.
Para uns um belo celular, para outros a imortalidade de uma música sem fronteiras.
Apreciem!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Bastidores.............Ismael Tiso!
É com muito prazer que divido aqui um pouco do resultado da Prática de Conjunto do professor
Ismael Tiso neste segundo semestre de 2013.
Mais precisamente no dia 22 de novembro, o grupo experimental formado por alunos e professores do Conservatório de Três Pontas se apresentou no Centro Cultural Milton Nascimento e conseguimos um vídeo de uma das músicas mostradas por lá.
Este grupo se destacou no Conservatório em 2013 por estudar e ensaiar com toda dedicação os arranjos preparados pelo guitarrista e compositor Ismael Tiso. Fico feliz que música de qualidade esteja sendo passada para estes privilegiados alunos.
Parabéns Ismael por esta iniciativa e também a todos os integrantes pelo empenho e confiança.
..........e quem disse que os alunos não querem música de qualidade??????????
Aqui, provamos sim que eles só precisam de oportunidade e de professores conscientes para dar-lhes o melhor.
O Grupo foi formado por:
Gisely Brito - Flauta-transversal
Tássio Morais - Sax alto
Thiago Umberto - Flauta-transversal
Ismael Tiso - Teclados e arranjos
Guilherme - Guitarra
Diego - Baixo
Alex - Bateria
Eles interpretaram a canção - Cadê - de Milton Nascimento e Ruy Guerra
Ismael Tiso neste segundo semestre de 2013.
Mais precisamente no dia 22 de novembro, o grupo experimental formado por alunos e professores do Conservatório de Três Pontas se apresentou no Centro Cultural Milton Nascimento e conseguimos um vídeo de uma das músicas mostradas por lá.
Este grupo se destacou no Conservatório em 2013 por estudar e ensaiar com toda dedicação os arranjos preparados pelo guitarrista e compositor Ismael Tiso. Fico feliz que música de qualidade esteja sendo passada para estes privilegiados alunos.
Parabéns Ismael por esta iniciativa e também a todos os integrantes pelo empenho e confiança.
..........e quem disse que os alunos não querem música de qualidade??????????
Aqui, provamos sim que eles só precisam de oportunidade e de professores conscientes para dar-lhes o melhor.
O Grupo foi formado por:
Gisely Brito - Flauta-transversal
Tássio Morais - Sax alto
Thiago Umberto - Flauta-transversal
Ismael Tiso - Teclados e arranjos
Guilherme - Guitarra
Diego - Baixo
Alex - Bateria
Eles interpretaram a canção - Cadê - de Milton Nascimento e Ruy Guerra
Confiram também a canção na voz de Gal Costa!
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Parede Falante - Mário de Andrade!
Ode ao Burguês é o nono poema da obra Paulicéia desvairada, de Mário de Andrade. Foi lido durante a Semana de Arte Moderna de 1922, para o espanto da platéia, alvo evidente dos versos:
Ode ao Burguês
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangue de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará sol? Choverá? Arlequinal!
Mas as chuvas dos rosais
O êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tiuguiri!
Padaria Suíssa! Morte viva ao Adriano!
_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar... _ Conto e quinhentos!!!
_ Más nós morremos de fome!
Come! Come-te a ti mesmo, oh! Gelatina pasma!
Oh! Purée de batatas morais!
Oh! Cabelos na ventas! Oh! Carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte á infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados
Ódios aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!...
.....................
Notas.
Mário de Andrade goza os burgueses, que ampliam suas barrigas à proporção que murcham o cérebro. A rebeldia social encontra correspondência estilística: em lugar de adjetivos são usados substantivos com função adjetiva (“homem-curva”, “homem-nádegas”). O Futurismo preconizava o abandono do adjetivo e da pontuação regular.
Em profundo desabafo pessoal, o poeta denuncia a mesquinhez, o pão - durismo dos imigrantes bem - sucedidos.
Atendendo à técnica do verso harmônico, proposta no “Prefácio Interessantíssimo”, Mário de Andrade joga com a rima em diferentes posições, no mesmo verso ou em versos seguidos, daí as assonâncias alcançadas em zurros – muros – pulos.
Faz referência sarcástica aos hábitos colonizados de falar o Francês e participar da onda de “ pianolatria”.
É uma sátira aos que cultivam a ideologia da “caderneta de poupança”, tão empenhados em assegurar o futuro, que se esquecem de viver o presente.
Zuzana Burianová
Ode ao Burguês
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangue de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará sol? Choverá? Arlequinal!
Mas as chuvas dos rosais
O êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tiuguiri!
Padaria Suíssa! Morte viva ao Adriano!
_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar... _ Conto e quinhentos!!!
_ Más nós morremos de fome!
Come! Come-te a ti mesmo, oh! Gelatina pasma!
Oh! Purée de batatas morais!
Oh! Cabelos na ventas! Oh! Carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte á infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados
Ódios aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!...
.....................
Notas.
Mário de Andrade goza os burgueses, que ampliam suas barrigas à proporção que murcham o cérebro. A rebeldia social encontra correspondência estilística: em lugar de adjetivos são usados substantivos com função adjetiva (“homem-curva”, “homem-nádegas”). O Futurismo preconizava o abandono do adjetivo e da pontuação regular.
Em profundo desabafo pessoal, o poeta denuncia a mesquinhez, o pão - durismo dos imigrantes bem - sucedidos.
Atendendo à técnica do verso harmônico, proposta no “Prefácio Interessantíssimo”, Mário de Andrade joga com a rima em diferentes posições, no mesmo verso ou em versos seguidos, daí as assonâncias alcançadas em zurros – muros – pulos.
Faz referência sarcástica aos hábitos colonizados de falar o Francês e participar da onda de “ pianolatria”.
É uma sátira aos que cultivam a ideologia da “caderneta de poupança”, tão empenhados em assegurar o futuro, que se esquecem de viver o presente.
Zuzana Burianová
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Magic Carpet! Daniel Wurtzel
Eu gosto quando os corpos sonoros no espaço absoluto da criatividade se dialogam!
Aqui duas entidades se assim posso ousar chamar, dançam o gosto da canção. Diferente. Muito criativo. Tenho certeza que este charmoso dueto do ballet clássico, o Pas de deux vem aqui numa roupagem totalmente desafiadora. Corpos não humanos, o espectro do criar.
Confiram que vale a pena. Apreciem sem moderação:
Aqui duas entidades se assim posso ousar chamar, dançam o gosto da canção. Diferente. Muito criativo. Tenho certeza que este charmoso dueto do ballet clássico, o Pas de deux vem aqui numa roupagem totalmente desafiadora. Corpos não humanos, o espectro do criar.
Confiram que vale a pena. Apreciem sem moderação:
Se gostarem, confiram outro vídeo também surpreendente:
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